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  • Foto do escritorMarcio Oliveira - Vinoticias

“COMO SE APRIMORAR NO MUNDO DO VINHOS SEM CRIAR GRANDES COMPLICAÇÕES?”

Já houve tempo em que falar sobre vinhos era algo elitista e para poucos. O importante é desmistificar algumas lendas em torno do vinho, tornando seu acesso mais fácil ao maior número de pessoas que gostam do assunto.

Hoje em dia, é mais fácil encontrar um grande número de pessoas interessadas no tema, e há também uma grande variedade de vinhos de diversas origens e estilos – seja em importadoras, lojas especializadas, em supermercados e delicatessens.


Um primeiro passo que pode facilitar as coisas para quem quer se profundar no assunto é buscar provar vinhos que sejam fáceis de encontrar no mercado e comparar vários rótulos de uma mesma uva. Vindos de países e regiões produtoras diferentes, apesar de serem vinhos de uma mesma uva, eles poderão mostrar as diversidades de aspectos que atuam sobre a qualidade dos vinhos, como a altitude, regime de clima, tipos de solos onde os vinhedos foram plantados. E melhor ainda se você puder compartilhar esta atividade com um grupo de amigos disposto a evoluir o estudo destas características e suas influências no produto final.


Você pode começar pelas uvas brancas, especialmente por conta do calorão que anda fazendo. Entre as uvas brancas que você pode escolher estão a Sauvignon Blanc e a Chardonnay. Há uma infinidade de bons e acessíveis rótulos com origem na Argentina, Chile e Brasil, para ficarmos somente em alguns países do Novo Mundo e que, apesar da qualidade, têm preços muito atrativos também.


Mas se você já quer começar pelos tintos, opte por vinhos como o Malbec que tendo taninos macios, não irão assustar numa primeira degustação, do que os vinhos da Cabernet Sauvignon. Procure por um estilo mais fresco, mesmo sendo produzido com uva tinta.

Em geral, é mais fácil degustar vinhos brancos, pois são mais diretos, mostram seus aromas e sabores frutados, ou florais, enquanto os tintos costumam ser mais complexos e encorpados. Uma boa maneira de conhecer as diferenças entre os diversos tipos de vinho é compará-los. Deguste-os em taças lado a lado e se gostar de algo mais diferenciado, faça-o às cegas. Podemos começar por tipos de uva (essa mesma dinâmica vale para países, regiões, idade do vinho, tudo o que permita uma comparação), com as brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc, Viognier, Albariño (ou Alvarinho) e Moscatel ou com os tintos Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec e Shiraz. Pode mudar à vontade, mas tente se manter nas uvas mais comuns inicialmente.


Nas minhas degustações costumo começar servindo espumantes, depois vinhos brancos, um rosé para depois servir os tintos. Não chega a ser uma regra mas ajuda a ir desenvolvendo o paladar.


Aliás, degustar é antes de mais nada, beber prestando atenção nos aromas e sabores e nas percepções que o vinho vai dando ao se abrir na taça. Antes fechado na garrafa, ao ser servido na taça o vinho entra em contato com o oxigênio, o álcool volatiliza e os aromas começam a ser reconhecíveis. Mas de nada vai adiantar tentar desvendar um aroma, se você nunca prestou atenção no aroma de um jasmim, de um alecrim, de um maracujá azedo, ou num abacaxi.


Comece por tentar identificar aromas agradáveis como o aroma de uma fruta, de uma flor, de uma especiaria, de uma madeira ou até mesmo de um vegetal. Assim, você prestará atenção ao ambiente e às experiências sensoriais, desenvolvendo condições ao apreciar uma taça, de criar paralelos entre as coisas que você sente, que você sabe o aroma e sabor, e o que você encontrou e sentiu no vinho.


Se você gostou de um vinho, busque informações básicas de características da uva ou de vinhos que se alinham com seu paladar; pergunte sempre e tire dúvidas com o vendedor da loja, com o sommelier do restaurante ou um amigo que conheça um pouco mais que você.


E importante, registre de alguma forma o que mais te agrada, até ficar mais familiarizado com os nomes das uvas e dos rótulos mas amigáveis para você.


Faz parte da experiência gustativa das bebidas a temperatura na qual elas são servidas. Pense em outras coisas que não vinho, como cerveja, refrigerante, chá etc. Com o vinho também é necessário prestar atenção na temperatura, pois isso influencia diretamente na experiência sensorial. Abaixo você tem uma tabelinha prática de temperatura de serviço de vinhos.


Tintos médio corpo/encorpados: 16 a 18º C

Tintos leves (em geral mais frutados e sem passagem por madeira): 14 a 16º C

Fortificados (como Vinho do Porto): 12 a 18º C

Rosés: 8 a 12 º C

Brancos encorpados (em geral com passagem por madeira): 8 a 12º C

Brancos leves (em geral mais frutados e sem passagem por madeira): 7 a 9º C

Espumantes: 6 a 8º C


Preste atenção na quantidade de vinho a ser servida. O ideal é servir ⅓ da taça. Se o vinho for servido em muita quantidade, a tendência é que ele esquente. Isso significa que, antes mesmo da pessoa terminar de degustar todo o volume, seu aroma e paladar poderão estar comprometidos e a probabilidade de desperdício é grande.


O recomendado segurar a taça pela haste (parte da taça que liga a base ao bojo), pois assim você evitará de aquecer o vinho se colocar a mão no bojo. Lembre-se de que, em contato com a mão, a bebida aquece e perde rapidamente sua temperatura ideal de consumo.


Ao degustar vinho, qualquer outro elemento pode acabar prejudicando sua experiência. Se este tiver aromas e sabores fortes, os sentidos ficam prejudicados. Por isso, evite ingerir destilados, cafés ou chás pouco antes ou durante a degustação. Para acompanhar um bom vinho, nada melhor do que uma boa taça de água.


Não se preocupe se inicialmente estiver provando vinhos mais simples e acessíveis. Alguns tipos de vinhos, para que sejam melhor aproveitados, demandam um pouco mais de experiência. Não quer dizer que você não deve bebê-los, mas eles serão melhor apreciados depois que estiver há mais tempo provando vinhos e desenvolvendo seus sentidos de degustação.


Saúde!!! Aproveite para comentar se gostou ou não!!! (Este artigo está baseado em material disponível na internet, e minhas considerações em relação as pesquisas.

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