CHATEAU GISCOURS 2019 – MARGAUX – BORDEAUX – FRANÇA
- Vinotícias - Marcio Oliveira
- há 12 horas
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O Château Giscours remonta a 1552, quando um rico comerciante de Bordeaux chamado Pierre de Lhomme adquiriu uma propriedade conhecida como "Guyscoutz", ampliou suas terras e plantou as primeiras vinhas. O castelo data do século XIX.

O Château Giscours reinventou-se ininterruptamente para sobreviver durante os séculos. Pierre de Lhomme, Marc Promis, Jean-Pierre Pescatore, Edouard Cruse, Nicolas Tari e hoje a família Albada Jelgersma – foram todos proprietários ambiciosos e visionários que se apaixonaram pelo terroir e pelo vinho, classificado como 3ème Grand Cru Classé em 1855, e até hoje mantém uma reputação de excelência.
A vinha de Giscours é uma das maiores da Margem Esquerda de Bordeaux, com 165 hectares no total. Destes, 102 hectares estão dentro da denominação Margaux, e lá são produzidos 4 vinhos: 3 tintos e um rosé.
O Château Giscours desfruta de um terroir excepcional para produzir grandes vinhos. São três colinas compostas por fósseis marítimos provenientes do Garonne, cuja composição do solo desempenha um papel muito importante na qualidade das uvas por conta da mineralidade, por refletir nas videiras a luz solar e por reter o calor proporcionado pelo sol durante a noite ajudando na maturação das uvas. O clima da região é ameno, outro fator benéfico, responsável pelo equilíbrio do terroir e da elegância dos vinhos.
Uma curiosidade, o Château Giscours também é casa do Bordeaux-Giscours Cricket Club, um dos melhores times de cricket da França.
A abordagem do Château Giscours na condução da vinha é firmemente holística, pois acredita-se verdadeiramente que existe uma ligação forte e natural entre tudo que o compõem, sendo impossível separar os solos das vinhas, as plantas dos animais, o vinho de quem o produz. A produção sustentável com mínima intervenção, preservando o meio ambiente e respeitando seu entorno, é o compromisso e a filosofia do Château.
Até 2016, a propriedade contou com a consultoria técnica de Denis Dubourdieu (o grande enólogo com profundo conhecimento do tema das micro oxigenações em barricas de carvalho), criando vinhos elegantes a partir de seus mais de 100 hectares de vinhas.
● Observações da Vinícola na palavras do enólogo em relação a safra e o vinho: “Com a colheita de 2019 pretendemos preservar o estilo característico do Château Giscours, a sua potência e estrutura, ao mesmo tempo que trabalhamos duas características que apreciamos especialmente: a paleta aromática e a delicadeza dos taninos. O Merlot revelou características diferentes consoante o terroir e a data de colheita. Alguns eram suculentos, frutados e cheios de frescura, enquanto outros, com um grau de maturação mais avançado, apresentavam uma redondeza magnífica e um carácter muito mais voluptuoso. Para o Cabernet, decidimos atrasar a colheita para atingir a maturidade mais completa das películas e, portanto, dos taninos. Na vinícola, modificamos nossa abordagem de extração com foco na delicadeza dos taninos. A maceração baseou-se mais na duração do contato entre o suco e as películas do que na intensidade da extração. Nossas decisões foram guiadas pela degustação em cada etapa. O objetivo era dar ao Cabernet o caráter tridimensional desejado com estrutura, frescura e densidade. Muito precisa e equilibrada, a colheita de 2019 dá plena expressão ao estilo requintado do Château Giscours”.
● Composição de Uvas: blend de uvas 65% Cabernet Sauvignon, 35% Merlot. Maturado por 15 a 18 meses em barricas de carvalho numa mistura em que 50% barricas novas de carvalho francês.
● Notas de Degustação: Cor rubi bem vermelho e intenso. Aromas de frutas pretas (cereja e amora) com notas de frutas vermelhas (groselha, framboesa, cassis), envoltas por toques de tabaco e florais suaves. A madeira está muito bem integrada ao conjunto. Em boca o vinho tem uma textura sedosa, ótimo equilíbrio de estrutura entre acidez vibrante e taninos polidos, macios, refletindo o perfil aromático e apresentando ainda uma nota de chocolate. Deixa em boca uma sensação persistente que pode ser apreciada muito depois de cada gole. Recomendável uma segunda garrafa por perto!
● Estimativa de Guarda: A janela ideal para consumo situa-se entre os anos de 2028 e 2044. Ele pode ser bebido jovem (após decantação), mas atingirá seu apogeu e complexidade máxima de evolução dentro deste período.
● Reconhecimentos: 97JS - 95RP – 96 Vinous – 94 Decanter
● Notas de Harmonização: Combina muito bem com pratos ricos e intensos como carnes vermelhas grelhadas ou assadas, cordeiro, caça, queijos duros e molhos intensos. Para uma harmonização mais sofisticada, experimente com foie gras, pato ou perdiz. Para pratos mais leves, sugere-se combinar com cogumelos, risotos, massas com molhos densos ou vegetais assados. A acidez do vinho também combina bem com pratos que possuem tomate ou molhos à base de vinho tinto.
● Serviço: servir entre 16 e 17º C. (Recomendo decantar antes de servir. Sirva em taça grande estilo Bordeaux para se beneficiar dos aromas de ótima complexidade deste vinho).
● Em BH – Trazido por um Confrade para a Prova Comparando Vinhos Americanos e Franceses, comemorando os 50 Anos do Julgamento de Paris.

