LA CHAPELLE HERMITAGE PAUL JABOULLET AINÉ 2012 – RHÔNE NORTE – FRANÇA
- Vinotícias - Marcio Oliveira

- 27 de dez. de 2025
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A Jaboulet possui uma das histórias mais longas entre as vinícolas e negociantes de vinhos do mundo. Fundada originalmente em 1834 por Antoine Jaboulet no norte do Vale do Rhône, a empresa pertence atualmente à família Frey, que possui diversas propriedades vinícolas.

Em Bordeaux, são proprietários do Château La Lagune. No Vale do Rhône, possuem participações em Châteauneuf-du-Pape, Cornas, Crozes-Hermitage e Côtes-du-Rhône. Comercializam vinhos tintos e brancos. A Jaboulet atua tanto como negociante quanto como produtora de vinhos.
Paul Jaboulet é claramente capaz de produzir alguns dos melhores vinhos do mundo! O terroir está lá. É uma lenda entre os colecionadores de vinho. O Hermitage safra 1961 recebeu a pontuação de 100 pontos de Robert Parker, além de outros críticos e revistas especializadas. As safras de 1978 e 1990 também receberam 100 pontos da crítica especializada. Todas as três safras do Jaboulet La Chapelle alcançaram a pontuação mágica de três dígitos atribuída por Robert Parker. No entanto, o domaine passou por um período fraco após a safra de 1990.
A qualidade dos vinhos produzidos caiu após a safra de 1990. Grande parte desse declínio pode ser atribuída ao enólogo Jacques Jaboulet, que sofreu um acidente de mergulho, seguido pela morte prematura de Gerard Jaboulet em 1997. Jacques e Gerard administravam a Jaboulet desde a década de 70, quando seu pai, Gerard Jaboulet, se aposentou. A família Jaboulet começou a expandir seus negócios, o que aumentou o ônus financeiro da família e levou à venda da empresa para a família Frey.
Foi somente após a família Frey adquirir o domaine que a qualidade começou a retornar lentamente à venerada propriedade. A safra de 2003 representou um renascimento parcial para La Chapelle. No final de 2014, a família Frey expandiu ainda mais suas propriedades ao comprar o Château de Corton André, na Côte de Beaune, na Borgonha, que incluía 7 hectares de vinhedos. Apesar de leve, o ano de 2007 foi forte para a safra, e o de 2009 é sublime, seguido pelo Jaboulet La Chapelle 2010, que foi a melhor safra de La Chapelle produzida pela família Frey até então.
As coisas mudaram novamente em Jaboulet a partir da safra de 2021. A partir desse momento, o Jaboulet La Chapelle deixou de existir. O rótulo mudou para Domaine de la Chapelle. O vinho branco também ganhou um novo nome. Anteriormente vendido como Chevalier de Sterimberg. O vinho agora é rotulado como Domaine de La Chapelle Blanc. Uma nova adega modernizada, especificamente para a produção do Domaine De La Chapelle, foi concluída a tempo para a safra de 2026. Em um anúncio surpreendente, Caroline Frey deixou o Château La Lagune em julho de 2025. Seu pai, JJ Frey, assumiu a gestão dos vinhedos da família.
As melhores safras de La Chapelle são: 2023, 2022, 2021, 2020, 2019, 2018, 2017, 2016, 2015, 2012, 2010, 2009, 2003, 1990, 1989, 1985, 1978 e 1961. La Chapelle é um dos melhores vinhos do mundo para guarda, portanto, é bem possível que o Jaboulet La Chapelle das décadas de 1950, 1940 e até mais antigas sejam excepcionais, se armazenados corretamente.
Curiosamente, La Chapelle não é uma vinícola. É uma marca registrada. Seu nome deriva da pequena capela de São Cristóvão. As uvas são provenientes de Bessards, Le Meal, Greffieux e Rocoules. Para produzir o vinho La Chapelle, as uvas são 100% desengaçadas e fermentadas em parcelas individuais. A quantidade de carvalho francês novo utilizada no envelhecimento do vinho varia de safra para safra, dependendo das características e da qualidade da colheita.
● Composição de Uvas: 100% Syrah. Amadurece por 12 meses em barricas de carvalho francês.
● Notas de Degustação: De coloração cereja intensa, borda violeta, ao nariz, entrega aroma de frutas escuras como a ameixa e amora, notas minerais de grafite, café e alcaçuz. Na boca, é um vinho concentrado, encorpado, intenso, com ótima acidez. Os taninos são elegantes e sedosos, apresentando ao paladar um vinho elegante e com longo e prazeroso final de boca. Um vinho que parecia ainda muito jovem apesar dos 13 anos de guarda em adega climatizada. Delicioso!!!
● Estimativa de Guarda: Muito bom hoje e ainda por mais alguns anos. A sugestão de guarda é de 30 a 40 anos. Estava ainda jovem após este tempo de adega, o que garante que poderia evoluir por mais tempo.
● Reconhecimentos: 97/100 pontos de Robert Parker.
● Notas de Harmonização: Ideal para harmonizar com carnes vermelhas grelhadas ou assadas, cordeiro, queijos de meias cura ou curados. Para uma harmonização mais sofisticada, experimente com pratos de caça, como javali ou perdiz, ou com pratos apimentados, como um curry de cordeiro.
● Serviço: servir entre 15 e 17º C. (Sirva em taça Grande modelo Bordeaux para se beneficiar dos aromas de ótima complexidade deste vinho).
● Valor: $$$$$
● Importado pela MISTRAL, este vinho, entretanto estava em minha adega guardado para uma grande degustação.





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