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  • Foto do escritorVinotícias - Marcio Oliveira

LE COUVENT DE CHATEAU PEYROS 1995 – MADIRAN - FRANCE

É difícil descrever em palavras o prazer que dá abrir uma garrafa de um grande vinho de 1995 e que precisava de tempo de guarda em adega ser finalmente provado e estar num “dia de graças”! Há anos falamos que os vinhos franceses da uva Tannat são duros, rústicos, enquanto os vinhos uruguaios são mais macios, redondos e mais fáceis de beber.

Procuramos por vinhos da uva Tannat ricos em taninos, escuros, terrosos e, segundo estudos científicos, particularmente saudáveis ​​devido ao alto teor de procianidinas e ricos em antioxidantes. Este vinho, finalmente chegou na hora certa.


Produzido pelo Domaine Capmartin, que cria vinhos de qualidade que são uma expressão do terroir do Madiran. As decisões de vinificação que Simon Capmartin toma mudam de acordo com a safra e a maturidade das uvas. As uvas são colhidas principalmente à noite para garantir frescor e são estabilizadas a frio por 12 horas antes da fermentação com leveduras autóctones.


A área vinícola de Madiran foi descoberta pelos romanos no século II. Mas não foi até o século 11 que as vinhas começaram a desenvolver uma reputação. Este foi também o período em que a Abadia de Madiran foi fundada (em 1030) por monges beneditinos da Abadia de Marcillac. Entre os séculos XII e XIV, Madiran era conhecido como o "vinho do padre" e era tradicionalmente bebido pelos peregrinos da rota de Santiago de Compostela.


● Corte de uvas: Corte com predominância de Tannat, que dá estrutura ao vinho, Cabernet Franc (ou "Bouchy") e Cabernet Sauvignon, que trazem maleabilidade, bouquet e finesse, e finalmente Fer Servadou (ou "Pinenc") que reforça a fruta (que não apareceu por conta do tempo de guarda).


● Notas de Degustação: Vinho com cor evoluída com os seus 27 anos de guarda. Bouquet elegante de couro, defumados, toques terrosos, especiarias como canela e cravo da índia, com boa intensidade. Na boca, é fresco, com taninos macios e uma textura agradável e um final persistente e elegante. Um vinho equilibrado ao longo da guarda, com final de boca de boa complexidade. Um Tannat que mostra como a elegância pode ser alcançada pelo tempo. No Madiran, a igreja e os monges fizeram muito para promover os vinhos da região desde a antiguidade. Tannat é o rei aqui e, neste cuvée, domina soberbamente. O vinho é harmonioso e elegante. Um verdadeiro punho de ferro na juventude em uma luva de veludo na sua maturidade.


● Estimativa de Guarda: está pronto para ser bebido, em um grande momento de sua vida.


Notas de Harmonização: Acompanhou um gostoso Canelone de Queijos com Ragu de Carne da Segredos Caseiros. Vai muito bem com carnes vermelhas grelhadas ou assadas, galinha d´angola, carnes de caça, costeleta de cordeiro ao molho de ervas, escalope de mignon, queijos curados.


Serviço: servir entre 16 e 17ºC (Beba numa taça grande de Bordeaux). Vale a pena decantar para separar os resíduos, mas não espere muito tempo, os aromas podem ter vida curta num vinho de longa guarda.


Faixa de Preço – $$$


Estava guardado na minha adega. Lembrança dos bons tempos da Confraria da CASA DO VINHO em companhia do saudoso Armando Martini.

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