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“VINHO COM DEFEITOS – PARTE I”

  • Foto do escritor: Marcio Oliveira - Vinoticias
    Marcio Oliveira - Vinoticias
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O vinho com defeitos costuma causar uma surpresa desagradável ao ser degustado. 



Mas o que esse termo realmente significa? Como reconhecê-lo, de onde vem esses defeitos e, principalmente, o vinho com defeitos é perigoso ou apenas desagradável? Vamos escrever alguns artigos sobre este tema.


Há alguns tipos de defeitos no vinho, alguns menores e outros que realmente estragam a perspectiva do líquido ser bebido. Defeitos no vinho são alterações que comprometem seu aroma, sabor ou cor. Os sinais mais comuns incluem aromas de vinagre ou acetona (acidez volátil), mofo e papelão molhado (bouchonnée), oxigênio excessivo (cor amarronzada e gosto amargo), ou falta de oxigênio (cheiro de ovo podre/esgoto). Conhecer as falhas da bebida ajuda a identificar quando ela está definitivamente estragada.


A expressão "vinho estragado" é usada para descrever um vinho que sofreu um defeito grave, geralmente relacionado à contaminação por bactérias acéticas ou à oxidação excessiva. Na prática, isso significa que o vinho se transformou - parcial ou totalmente - em vinagre. Isso pode acontecer quando ele é armazenado incorretamente, exposto ao ar por muito tempo ou se a garrafa tiver um vazamento (rolha defeituosa ou vedação inadequada).


O principal culpado é a bactéria Acetobacter, que transforma o álcool em ácido acético na presença de oxigênio. O resultado: uma acidez acentuada e um aroma característico de vinagre ou maçãs muito maduras. O vinho perde então toda a sua redondeza, aromas frutados e estrutura. Torna-se áspero, agressivo e muito diferente do que o enólogo havia imaginado, ficando praticamente intragável.


A oxidação, por sua vez, pode acentuar esse fenômeno. Um vinho muito velho, mal armazenado ou que tenha ficado aberto por muito tempo é particularmente vulnerável. Isso também pode acontecer com um vinho de qualidade inferior que não foi devidamente estabilizado antes do engarrafamento.


Mas a pergunta que não quer calar é saber se ainda é possível beber um vinho estragado? A resposta é complexa. Tecnicamente, um vinho estragado não é perigoso para a saúde. Ele não contém substâncias tóxicas e o ácido acético presente é o mesmo encontrado no vinagre de vinho. No entanto, seu sabor é severamente alterado, a ponto de torná-lo muito desagradável, até mesmo impossível de beber. No paladar, o vinho estragado é áspero, ácido, com um retrogosto azedo.


Entretanto, um vinho ligeiramente estragado ainda pode ter uma segunda vida… na cozinha. Pode ser usado para deglaçar carne, em marinadas ou para substituir o vinagre em certas receitas. Portanto, é melhor evitar jogá-lo diretamente no ralo, especialmente se for um tinto encorpado ou um branco seco que ainda possa agregar valor ao prato.


Para evitar que o vinho estrague, é essencial armazená-lo corretamente: longe da luz, de variações de temperatura e deitado, caso a garrafa tenha rolha. Depois de aberto, o vinho deve ser consumido rapidamente, principalmente se for um vinho branco ou natural, que são mais sensíveis ao oxigênio.


No próximo artigo escreveremos sobre outros defeitos do vinho.


Então, já esteve com um vinho com defeito na taça? Que tal comentar se gostou ou não do artigo!!! (Este artigo está baseado em material disponível na internet, e minhas considerações em relação ao tema).

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O que é o VINOTÍCIAS...

O VINOTÍCIAS foi criado por Márcio Oliveira, com o intuito de disponibilizar em um único espaço dicas de vinho, enogastronomia, eventos, roteiros de viagens e promoções. Inicialmente era disponibilizado na forma de uma newsletter para alunos, ex-alunos e amantes do vinho, com o crescimento do mercado e o amadurecimento do projeto a necessidade de um espaço maior para tantas informações se fez necessário e assim surgiu o blog e o site.

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